sábado, 24 de março de 2012

Abandono do ensino médio passa de 60% no Norte


O estudo "Presença do Estado no Brasil: Federação, suas Unidades e Municipalidades", divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) , mostra que os Estados da Região Norte têm os piores índices de estudantes que abandonaram a escola no ensino médio do País. Em todos eles mais de 60% dos jovens de 15 a 17 anos deixam a escola antes de completar esse nível de ensino. A pior situação se encontra em Rondônia, onde a taxa de evasão é de 68,4%. Por outro lado, o Distrito Federal apresenta a menor taxa, de 31,2%.
Os sete Estados do Norte ocupam as sete piores colocações no ranking de frequência escolar no ensino médio. Além de Rondônia, figuram na parte de baixo da tabela Acre (66,7% de evasão), Amazonas (65,6%), Roraima (63,9%), Pará (63,5%), Amapá (62,3%) e Tocantins (61,8%). Maranhão (60,4%) e Piauí (60,1%) completam a lista das unidades da federação cuja evasão escolar no ensino médio é superior a 60%.
De acordo com o presidente do Ipea, Marcio Pochmann, a renda baixa é um dos elementos que contribui para a evasão escolar, mas ele diz que o problema econômico é insuficiente para explicar os níveis de abandono da escola no ensino médio. Pochmann cita que em São Paulo, o Estado mais rico da federação, a taxa de abandono é de 45,6%. "O problema da escola não é apenas de ordem econômica. A forma como a escola incorpora o aluno é outro elemento importante", afirmou.
O quadro do ensino fundamental não é muito diferente, com os Estados do Norte e do Nordeste dominando as dez últimas colocações.
Neste nível escolar, o Pará apresenta a pior situação, com uma taxa de abandono por crianças de 6 a 14 anos de 12,8%. Dentre as dez piores colocações aparece o Rio de Janeiro, com taxa de evasão de 10,8%. O Mato Grosso do Sul aparece, segundo o Ipea, como dono do menor índice de abandono no ensino fundamental - 5,6%. O estudo do Ipea utiliza dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios de 2009 feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

CORPO DOCENTE

O documento do instituto chama atenção para a falta de qualificação dos professores das escolas públicas brasileiras. O número de docentes com formação superior não chega a 40% do total em Estados como Roraima, Maranhão e Bahia. Apenas em Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal essa proporção ultrapassa os 80%.
No Plano de Desenvolvimento da Escola (PDE), a qualificação do docente constitui um de seus pilares de sustentação, com a criação do piso salarial nacional para o professor e o estímulo e a ampliação do acesso dos educadores à universidade", afirma o estudo.
No entanto, "os baixos salários pagos em média aos docentes da educação pública têm dificultado a manutenção dos melhores profissionais nos quadros do magistério".

Wladimir Dandrade
Agência Estado

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segunda-feira, 5 de março de 2012

Nelson Brasil Rodrigues, 100 anos do anjo pornográfico


O primeiro evento de 2012 a comemorar o centenário de nascimento de Nelson Rodrigues é a exposição "Nelson Brasil Rodrigues - 100 anos do Anjo Pornográfico", na Sala Aloísio Magalhães do Teatro Glauce Rocha, no Centro do Rio.
Sob a curadoria de Crica Rodrigues e Nelson Rodrigues Filho, a mostra conta um pouco da trajetória de cada uma das estreias das 17 peças através do acervo do CEDOC da Funarte, que guarda textos do autor, de diretores, reportagens, programas das peças, críticas e fotos. A cenografia da exposição é assinada por Ronald Teixeira e a iluminação pelo premiado Aurélio de Simoni. Entre os destaques, o áudio de uma entrevista concedida pelo escritor a Fernanda Montenegro.

SERVIÇO:

Nelson Brasil Rodrigues – 100 anos do Anjo Pornográfico
Teatro Glauce Rocha – Sala Aloísio Magalhães
Av. Rio Branco, 179 – Centro – Rio de Janeiro (RJ)
Telefone: (21) 2220-0259
De quarta a domingo, das 10h às 20h
Entrada gratuita

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Clarice Lispector é tema de curso no Instituto Moreira Salles do Rio de Janeiro


Aulas serão ministradas por Benjamin Moser, Vilma Arêas, Nádia Gotlib e Carlos Mendes de Sousa.
O Instituto Moreira Salles do Rio de Janeiro realiza o curso Clarice Lispector, uma aprendizagem. Serão quatro aulas (dias 28/02, 01, 06 e 08/03), terças e quintas, sempre às 19h. O curso será ministrado por nomes que são referência no estudo da obra da escritora: Vilma Arêas, Nádia Gotlib, Benjamin Moser e Carlos Mendes de Sousa. As inscrições começam no dia 07 de fevereiro (terça-feira), e poderão ser feitas somente na recepção do IMS-RJ. O valor do curso é de R$ 120 (inteira) e R$ 60 (meia). 50 vagas.

Curso Clarice Lispector, uma aprendizagem: 28/02 (terça-feira), 19h – aula de Benjamin Moser |01/03 (quinta-feira), 19h – aula de Vilma Arêas |06/03 (terça-feira), 19h – aula de Nádia Gotlib |08/03 (quinta-feira), 19h – aula de Carlos Mendes de Sousa, na Sala de cursos do IMS-RJ – 50 lugares.
Inscrições somente na recepção do IMS-RJ a partir do dia 7/02.Valores: R$ 120 (inteira) e R$ 60 (meia).
Instituto Moreira Salles – Rio de Janeiro,Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea, Rio de Janeiro (RJ).Tel.: (21) 3284-7400
www.ims.com.br
http://twitter.com/imoreirasalles
www.blogdoims.com.br.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

'Marimbondo' - revista moderna, impressa e digital


Revista dedicada à cultura e literatura é lançada em Minas Gerais

Belo Horizonte tem uma nova publicação sobre arte e cultura. Trata-se da revista Marimbondo, do Programa Cultural Conexão Vivo, que reúne em 96 páginas pautas de interesse local e repercussão ampla, realizadas com uma abordagem mais livre e, ao mesmo tempo, aprofundada, dando corpo à proposta editorial que pretende se diferenciar da cobertura cultural predominante, conforme informa a direção do impresso.
Para a estreia, a publicação escolheu a rua como tema. Lugar efervescente, tomado e ocupado por manifestações artísticas e políticas de toda ordem. O gancho para essa abertura foi o ano de 2011, marcado pela Praia da Estação, Duelo de MC’s, blocos de carnaval, dentre outros assuntos.
A primeira edição da revista traz ainda três ensaios fotográficos inéditos e um encarte exclusivo criado pelo artista plástico Binho Barreto, também grafiteiro e ilustrador da Folha de São Paulo.
Para acentuar a relação entre todas as pautas, Marimbondo é organizada de modo que possa ser lida como uma única matéria ao longo de suas quase cem páginas, indica a equipe da revista. O eixo é o texto "Se Essa Rua Fosse Nossa", que perpassa toda a publicação, e do qual derivam os demais, como se fossem hiperlinks. Essa possibilidade de leitura é sinalizada graficamente e requer que o leitor gire a revista – tanto na versão impressa quanto na digital, que estará disponível no site.

http://www.revistamarimbondo.com.br/

Jornalista: Mariana Carvalho - Comunique-se

domingo, 8 de janeiro de 2012

Sítio do Picapau Amarelo: episódios em animação


Imagem: Visual de Bruno Okada

A grande obra do mais célebre autor da literatura infanto-juvenil brasileira voltou neste sábado (07) às telas da 'Globo', desta vez, em animação.

A série já foi comprada pelo canal a cabo Cartoon Network, para exibição na América Latina, e deve ser comercializado para canais de todo o mundo na MipTV – feira de animação que ocorre em Cannes no mês de abril.

SERVIÇO:
Sítio do Picapau Amarelo
Rede Globo
Sábados às 10h45
Design: Estúdio de animação Mixer / Bruno Okada / Humberto Avelar

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Crise planetária e renovação espiritual (vale a reflexão)


Texto:
Célia Resende & Ronie Lima


Estamos distantes das turmas de supostos profetas e visionários que deitam a fazer previsões apocalípticas sobre o fim do mundo. Já se viu, na entrada do ano 2000, que a Terra não acabou - deixando pitonisas de plantão falando em vão aos quatro ventos. Mas há algo inquietante no ar, neste início de século 21, que merece a atenção de quem se preocupa realmente com o futuro do planeta e, por consequência, da humanidade: a grave crise ambiental global, em escala crescente, de mãos dadas com uma crise social planetária também sem precedentes. E que coincide com textos e mensagens espirituais que falam de tempos muito difíceis que a humanidade terá que enfrentar em 2012.

Não se trata de data anunciadora do final dos tempos. Tem a ver com dados previstos pelo chamado Calendário Maia, eleborado pela avançada civilização Maia. Ao legar para a história evidências de intenso contato com o mundo espiritual, os maias sinalizaram previsões para o desenvolvimento da humanidade. Dúvidas à parte, é digno de reflexão um ponto chave: o Calendário Maia termina neste início do século 21.

Mas vale aqui lembrar o significado duplo que os chineses dão para a palavra crise: perigo e oportunidade. Seguindo esse raciocínio, como vamos enfrentar a crise ambiental e social que estamos provocando no planeta? Ou nos acovardamos, achando que não podemos fazer nada diante de algo tão grandioso e fora de nosso alcance, ou compreendemos que essa crise é fruto de milhares de anos de descaso e mau entendimento do ser humano em relação à vida. E que chegou a hora de mudar!

Não é de hoje que a questão ambiental - e a forma como vivemos - recebem atenção do mundo espiritual, tendo surgido, sob a forma de psicografias e outros meios de contato, mensagens alertando a humanidade para a necessidade de uma relação mais integrada com a Terra. Alertas que coincidem com evidências científicas que mostram uma degradação ambiental inédita, principalmente devido ao efeito estufa crescente, que degela perigosamente a neve e os polos terrestres, torna os oceanos mais ácidos, acelera a elevação de seus níveis e alimenta desastres naturais.

Não acreditamos que o mundo acabará por volta de 2012, mas todos precisam entender que a crise planetária é muito grave. E que ela também pode significar a grande oportunidade para abandonarmos antigos padrões de comportamento que estão com prazo de validade vencido. Sem mudanças radicais em nosso modelo consumista, em poucos anos atingiremos um estágio social e ambiental muito crítico. E toda essa mudança exterior depende de um motor transformador básico: a reforma interna de cada um de nós. Coisa difícil mudar a forma de pensar e de agir, porque vivemos caindo em contradição entre o que pensamos e praticamos. Mas nos aproximamos perigosamente de um xeque-mate. Não há alternativa: ou mudamos ou a vida ficará insuportável.

Vamos crescer, sair da infância e perceber o mundo com olhar mais amplo, para fora do próprio umbigo, caminhando para uma maior qualificação pessoal e desenvolvendo nosso contato com o mundo espiritual. Essa luta por renovação interior irá se refletir sobre o meio ambiente e o desenvolvimento social, criando um planeta mais harmonioso e justo. Será mais fácil assim percebermos uma luz no fim do túnel.