sábado, 22 de dezembro de 2012
Receita de Inventar Presentes
Peço desculpas a todos os leitores e amigos, pois não tenho o sentimento de euforia que, em geral, a maioria guarda em si nesta época do ano. Acredito que a intenção de bons votos é diária, e existe no entremeio de nossas imperfeições. Certamente, o Natal é época de enviar boas vibrações para todo o Universo. Desse modo, trago aqui um lindo poema, que recebi de um querido professor, que pretende retratar o meu sentimento. E mais, lembrem-se: Em Deus reside toda a poesia! Feliz Natal.
RECEITA DE INVENTAR PRESENTES
Colher braçadas de flores
bambus folhas e ventos
e as sete cores do arco-íris
quando pousam no horizonte
juntar tudo por um instante
num caldeirão de magia
e então inventar um pássaro louco
um novo passo de dança
uma caixa de poesia.
[Roseana Murray, In: Receitas de Olhar. São Paulo. FDT. 1999. p.22]
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Dilma quer recursos do pré-sal na educação
A presidente da República, Dilma Rousseff, defendeu a destinação dos recursos com a exploração do petróleo e gás da camada pré-sal para a educação. Segundo ela, apesar dos investimentos feitos ao longo dos últimos anos, somente com a aplicação dos ganhos do setor de petróleo e gás será possível aumentar o direcionamento de recursos para essa área.
“Eu acredito que uma das grandes questões que nós temos que discutir, logo após as eleições, é para onde vamos destinar os recursos do petróleo e do gás, tanto no que se refere a royalties, como ao Fundo Social (do Pré-Sal) aprovado em relação à partilha. Nisso, a importância da educação tem que ficar clara”, ressaltou ao discursar durante evento promovido pela revista Carta Capital.
Para a presidente, é necessário fazer “vultuosos” investimentos em educação para garantir o desenvolvimento do país a médio e longo prazo. “Nós, em uma visão de médio prazo, e mesmo de longo prazo, temos de assumir o compromisso de ampliar o gasto de educação como percentual do PIB (Produto Interno Bruto)”. O PNE (Plano Nacional de Educação) que foi aprovado em uma comissão especial, mas ainda deverá ser votado no plenário da Câmara dos Deputados, prevê que em dez anos o Brasil destine 10% do PIB para a educação.
Dilma destacou ainda a importância da melhoria do ensino como forma de garantir a sustentabilidade da nova classe média, surgida nos últimos anos. “É um elemento fundamental tanto para que a gente garanta que a nossa classe média seja consistente, não volte atrás, não enfrente um processo de perda de renda, como que nós tenhamos condições de ter massa crítica para inovar e investir em tecnologia e inovação”.
Fonte: Agência Brasil
sábado, 13 de outubro de 2012
Revista Machado de Assis é lançada na Feira de Frankfurt
Foi lançada ontem - 10 de outubro, durante o primeiro dia da Feira do Livro de Frankfurt, o número de estreia da Revista Machado de Assis - Literatura Brasileira em Tradução. “É um prazer e uma honra lançar essa revista aqui em Frankfurt, esse trabalho de parceria faz parte de um esforço que começou em 2011 e está planejado até 2020”, ressaltou o presidente da Fundação Biblioteca Nacional (FBN), Galeno Amorim, ao abrir o evento. A revista é uma parceria da FBN com em parceria com o Itaú Cultural, a Imprensa Oficial de São Paulo e o Ministério das Relações Exteriores.
“A Revista Machado de Assis é uma parceria público-privada com excelentes equipes envolvidas e grande empenho da FBN” elogiou o gerente da área de literatura e audiovisual do Itaú Cultura, Claudiney Ferreira. O nome foi escolhido em homenagem ao escritor Machado de Assis (1839-1909), um dos mais importantes da língua portuguesa. A publicação terá edições impressas semestrais e virtuais trimestrais, no site www.machadodeassismagazine.bn.br. Criada a partir do edital de coedições da FBN, a publicação busca apresentar ao mercado editorial internacional os autores que vêm se destacando no país, tanto os experientes quanto os novos talentos.
No lançamento, foi anunciado o prazo para o recebimento de textos das 2ª e 3ª edições, que vai até o dia 10 de novembro. A segunda edição será voltada a trechos de ficção brasileira e aceitará textos já publicados em livro no Brasil traduzidos para o alemão, espanhol e inglês. A terceira edição será inteiramente dedicada à literatura infantojuvenil. Assim, o Brasil já começa a se preparar para a homenagem que receberá em 2014, na Feira do Livro de Bolonha, a mais importante do mercado internacional para este tipo de literatura.
Para a primeira edição, e como forma de passar um cenário vibrante e contemporâneo da literatura brasileira, deu-se preferência à produção atual dos escritores, levando em conta uma diversidade de idades, estilos e temática. Foram selecionados 20 textos de escritores brasileiros, entre os 102 inscritos. A escolha foi feita pelo Conselho Editorial da Machado de Assis, indicado pelo presidente da FBN. A revista também abriu espaço para obras clássicas. No primeiro número, a versão impressa contará com dois contos de Machado de Assis, um em espanhol e outro em inglês.
O objetivo da revista é promover o acesso a textos traduzidos de escritores brasileiros pelo mercado editorial internacional ampliando, assim, a visibilidade das obras brasileiras e as oportunidades de venda de seus direitos autorais no exterior. A Imprensa Oficial será responsável pela impressão da revista e o Ministério das Relações Exteriores trabalhará em parceria com a FBN para realizar a distribuição internacional da edição impressa.
Informações no Site e Blog:
http://www.machadodeassismagazine.bn.br/
http://www.machadodeassismagazine.com.br/blog/
quinta-feira, 7 de junho de 2012
Millôr Fernandes
O poder da literatura (por José Castello)

"A literatura não tem o poder dos mísseis, dos exércitos e das grandes redes de
informação. Seu poder é limitado: é subjetivo. Ao lançá-lo para dentro, e não para fora,
ela se infiltra, como um veneno, nas pequenas frestas de seu espírito. Mas, nele instalada pelo ato da leitura, que escândalos, que estragos, mas também que descobertas e que
surpresas ela pode deflagrar!"
JOSÉ CASTELLO é jornalista, crítico literário e escritor
sábado, 24 de março de 2012
Abandono do ensino médio passa de 60% no Norte

O estudo "Presença do Estado no Brasil: Federação, suas Unidades e Municipalidades", divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) , mostra que os Estados da Região Norte têm os piores índices de estudantes que abandonaram a escola no ensino médio do País. Em todos eles mais de 60% dos jovens de 15 a 17 anos deixam a escola antes de completar esse nível de ensino. A pior situação se encontra em Rondônia, onde a taxa de evasão é de 68,4%. Por outro lado, o Distrito Federal apresenta a menor taxa, de 31,2%.
Os sete Estados do Norte ocupam as sete piores colocações no ranking de frequência escolar no ensino médio. Além de Rondônia, figuram na parte de baixo da tabela Acre (66,7% de evasão), Amazonas (65,6%), Roraima (63,9%), Pará (63,5%), Amapá (62,3%) e Tocantins (61,8%). Maranhão (60,4%) e Piauí (60,1%) completam a lista das unidades da federação cuja evasão escolar no ensino médio é superior a 60%.
De acordo com o presidente do Ipea, Marcio Pochmann, a renda baixa é um dos elementos que contribui para a evasão escolar, mas ele diz que o problema econômico é insuficiente para explicar os níveis de abandono da escola no ensino médio. Pochmann cita que em São Paulo, o Estado mais rico da federação, a taxa de abandono é de 45,6%. "O problema da escola não é apenas de ordem econômica. A forma como a escola incorpora o aluno é outro elemento importante", afirmou.
O quadro do ensino fundamental não é muito diferente, com os Estados do Norte e do Nordeste dominando as dez últimas colocações.
Neste nível escolar, o Pará apresenta a pior situação, com uma taxa de abandono por crianças de 6 a 14 anos de 12,8%. Dentre as dez piores colocações aparece o Rio de Janeiro, com taxa de evasão de 10,8%. O Mato Grosso do Sul aparece, segundo o Ipea, como dono do menor índice de abandono no ensino fundamental - 5,6%. O estudo do Ipea utiliza dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios de 2009 feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
CORPO DOCENTE
O documento do instituto chama atenção para a falta de qualificação dos professores das escolas públicas brasileiras. O número de docentes com formação superior não chega a 40% do total em Estados como Roraima, Maranhão e Bahia. Apenas em Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal essa proporção ultrapassa os 80%.
No Plano de Desenvolvimento da Escola (PDE), a qualificação do docente constitui um de seus pilares de sustentação, com a criação do piso salarial nacional para o professor e o estímulo e a ampliação do acesso dos educadores à universidade", afirma o estudo.
No entanto, "os baixos salários pagos em média aos docentes da educação pública têm dificultado a manutenção dos melhores profissionais nos quadros do magistério".
Wladimir Dandrade
Agência Estado
A obra de Drummond na Companhia das Letras
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